Ouro e atletismo 2017-02-10T11:00:39+00:00

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Ouro e atletismo

Conheça a história do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA, que se tornou uma referência mundial no esporte

O apoio da BM&FBOVESPA ao atletismo começou em 1988 com o Prêmio Ouro Olímpico, por inspiração do ex-presidente da BM&F Luiz Masagão Ribeiro e do ex-presidente da BOVESPA e ex-conselheiro da BM&F Fernando Nabuco, ambos atletas e aficionados no esporte. Barras de ouro, um dos principais produtos da Bolsa durante muito tempo nos anos 1980 e 1990, eram entregues aos esportistas brasileiros que conquistavam medalhas em Jogos Olímpicos. A primeira rodada de premiações ocorreu após os Jogos de Seul, na Coreia do Sul, e distribuiu mais de quatro quilos de ouro para atletas como Joaquim Cruz, Robson Caetano, Torben Grael e Lars Grael.

O sucesso da iniciativa levou a Bolsa a procurar novas alternativas de apoio ao esporte. O atletismo foi escolhido principalmente pelo fator de inclusão social que essa modalidade propicia. O bicampeão olímpico do salto triplo em Helsinque em 1952 e Melbourne em 1956, Adhemar Ferreira da Silva, foi convidado para colaborar com a Bolsa nessa área. Sua recomendação foi desenvolver jovens talentos para as Olimpíadas. Em 1990, a então BM&F selou uma parceria com a Federação Paulista de Atletismo, presidida por Sergio Coutinho, com esse objetivo por meio do Programa Atleta do Futuro. Durante os anos 1990, esse programa foi se ampliando. Em 2000, a BM&F já patrocinava 25 atletas, entre eles, Vanderlei Cordeiro de Lima, Maurren Maggi e Fabiana Murer.

A ideia de formar um clube surgiu em 2000, ano da Olimpíada de Sydney. O então presidente da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto, que seria co-presidente do primeiro Conselho de Administração da BM&FBOVESPA, e Edemir Pinto, então diretor-geral da BM&F e atualmente diretor-presidente da Bolsa, debateram com Adhemar Ferreira da Silva e Sergio Coutinho alternativas para aumentar a participação da Bolsa no atletismo. O caminho escolhido foi absorver uma equipe vencedora, da União Esportiva Funilense, que ganhou várias vezes o Troféu Brasil, principal competição de atletismo no País. No ano seguinte, em 2001, ainda com o nome de Funilense, a equipe de atletas ganhou novamente o Troféu Brasil. A partir de 2002, o time se tornou o Clube de Atletismo BM&F. Logo em seguida, em 2003, a Bolsa deu um presente a São Paulo, reformando a pista de atletismo do Estádio Ícaro de Castro Mello, no complexo esportivo do Ibirapuera.

Vanderlei Cordeiro de Lima
  • Vanderlei Cordeiro de Lima

No registro da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), o nome do clube só passou a ser utilizado na lista de ganhadores do Troféu Brasil em 2005. Com a fusão com a BOVESPA em 2008, teve seu título alterado para Clube de Atletismo BM&FBOVESPA.

No dia 4 de maio de 2012, a Bolsa inaugurou o Centro de Treinamento (CT) do Clube, em São Caetano do Sul (SP). Fruto de um investimento de R$ 20 milhões, o CT ocupa uma área de 31 mil metros quadrados em terreno cedido em comodato pela Prefeitura de São Caetano. O Centro inclui uma pista indoor e outdoor de treinamento, além de uma estrutura completa de atendimento ao atleta, com áreas para musculação, fisioterapia, nutrição, imprensa, vestiários, administração e depósitos.

O Clube BM&FBOVESPA teve 20 atletas entre os 67 brasileiros que competiram nas provas de atletismo das Olimpíadas Rio/2016. O ciclo dos Jogos de 2016 foi encerrado com um evento que homenageou os atletas finalistas olímpicos e anunciou a permanência de Fabiana Murer e Marílson Gomes dos Santos na equipe, em novas funções, após o término de suas carreiras, a partir de 2017. Na cerimônia, a Bolsa premiou o campeão olímpico Thiago Braz, ouro no salto com vara e que foi atleta do Clube entre 2010 e 2014, com uma barra de ouro de 1 kg.

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